Pra um dia de chuva...
Os 2 tiveram a mesma ideia... Mesmo com a chuva, sair de casa fazia-se necessário por sabe-se qual motivo... o destino também, aquele cinema, que eles costumavam frequentar mas não foram mais desde seu estranho encontro, sem mãos, sem olhares, sem cerveja! - coincidência! - Destino? - talvez... - vai ver um filme? - talvez... - eu to de bobeira, vou comprar minha revista e tomar um café com bolo... - eu também? - quer? - talvez... - ok, sem talvez, se você não decidiu o filme é porque saiu de casa sem se programar (o que eu acho esquisito) então me acompanha! - ok! - Viu que está chovendo? E que eu estou aqui? - Você quer propor alguma coisa? Eis que um braço puxa o outro pro meio da rua, da chuva eles largam casacos e bolsa sem um pingo de responsabilidade, ela olha ele a abraça! Mesmo ensopados e sob olhar de um morador de rua que perturbado por todas as outras coisas, não entende a cena, abraçados e ensopados mesmo eles enfim descobrem o sabor do beijo conunto, demorado e com gosto de chuva, que enfim eles se permitiram tomar juntos! havia um problema real, misto de frio e confusão de não saber o que um pensava querer fazer depois daquele banho, certo era que precisavam de um banho quente e um chocolate pra garganta, assim como o do primeiro e frio encontro! Um conhecia ali perto um canto onde poderiam fazer isso sem o olhar curioso do morador de rua ou de algum passante apressado com uma sombinha colorida quebrada de um lado. Um se permitiu, o outro conduziu sua mão até o lugar quente, cheio de sensações novas Esse lugar, era seu coração. Cheio de canções também, não tão elaboradas nem tão surpresas, mas com melodias fáceis de acompanhar. Desta vez, um não ia sacar nenhum cantor talentoso, ia apenas se permitir ouvir os novos sons que lhe eram apresentados, perceber algumas sensações diferentes e ter a chance de mostrar se de fato a propaganda era só a alma ou de fato falava a verdade sobre o negócio... O outro não se importava e nunca se importou com essas propagandas, porque a curiosidade vinha do conjunto de frases bem elaboradas, da sensibilidade em entender os anseios da sua alma que vinha do outro; do fato de 1 saber começar ou terminar de forma trágica se quisesse uma conversa online, sempre com música... Mas o que este não entendia é que a coisa podia ser muito mais simples! E todos poderiam entender que jogo de sedução só funciona mesmo no escuro da pista de dança ou no encontro as escuras sem que ninguém acenda essa luz, se existe mesmo interesse de uma das partes o outro só precisa deixar claro o que não quer, sem alimentar nada, sem fazer propaganda de nada e muito menos fazer de conta que quer um banho de chuva... alguém ai quer um amor, desses de cinema?
Escrito por Cranmarry às 20h12
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